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domingo, 1 de janeiro de 2012

Derrubando castelos

Certas coisas não tem explicação, principalmente as do coração. As vezes construímos castelos e para quem colocamos lá dentro deixamos apenas a desilusão; soa como mera ingratidão.
Repito, certas coisas não tem explicação, só obedecemos as ordens do coração; a razão tenta ajudar, dizendo: "Não, onde já se viu, quanto esforço e dedicação você vai deixar pra trás, e o que dizer de quem esperou em vão?". Então vem e determina o coração: "Se eu não mais estiver naquele castelo, não bastará o bom material e o tempo de construção. Quem lá dentro está nunca estará seguro, e sentirá constantemente o frio que passa pelas portas abertas pela dúvida, e o construtor será condenado pela falta de atenção.". Este último é quem dá vida a qualquer castelo, a qualquer casebre, a qualquer pedaço de chão. Com ele construímos, sem tijolos, uma fortaleza, mas sem ele qualquer esforço é em vão. Porque ele de repente se vai? Não sei, ele nunca me deu explicação.
Sinceras desculpas a quem esperou em vão. Acredite, não foi ingratidão, foi o cuidado para que não ficasse em uma construção insegura. Pior seria mantê-la em um castelo construído sobre a dúvida, que nunca foi bom material para fundação.

sábado, 10 de outubro de 2009

Um Portão (11/01/2007)

O que dizer deste muro,
deste portão,
que a mim impedem
de ir da casa à rua

Me exigem tão pouco
uma chave, duas voltas
e eis que tenho
a liberdade

Fosse assim também fácil
libertar uma paixão
uma chave, duas voltas
um portão no coração

Pensamentos (11/01/2007)

Pode ser que eu deveras tenha
por ti estado apaixonado
mas do que se trata isto agora?
Este não querer ver-te de tanta saudade

Pensamentos tortos e desgastados
de mim se fazem donos
a qualquer momento do que
chamam um dia

Me lavam a cara, o corpo
a alma
da vontade de ter de você
o que não encontro em mim

E porque se me acham donos
me massacram, me perturbam
me tiram até mesmo o sono
do sono que antes tinha

Insistem em me mostrar
à custa deste meu todo desassossego
tudo aquilo que me foi negado
por esse amor à prova

Mas assim como todo aquele que se faz dono
se colocam no direito de abandonarem
aquilo que têm
e a mim abandonam

Mas nunca me deixam só
e já nem sei o que sinto, o que quero
o que faço
com o que também ficou... você